Unindo forças
A Orquestrando a Vida ganha aliados na luta para o não encerramento das atividades realizadas pela instituição.
Entidades como o Rotary Club e Academia Campista de Letras aderiram ontem à participação na campanha da ONG, como também à participação hoje na manifestação na Praça São Salvador.
Músicos e produtores culturais de renome internacional também aderiram à luta e fazem cartas abertas e arrecadação de dinheiro para ajudar a instituição.
Exemplo disso são nomes como Alex Klein (Maestro), Heloísa Fischer (Jornalista), Cecília Conde (Educadora Musical), Angelino Bozzini (Trompista) e músicos americanos que vêm arrecadando fundos para a manutenção do projeto campista.
Orquestrando a Vida segue na luta
Os músicos e pais da Orquestrando a Vida seguem com as manifestações para alertar a sociedade do encerramento das atividades do projeto da Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos do Brasil, que hoje atende a 750 crianças carentes, divididos em 06 orquestras sinfônicas e 02 bandas, em um sistema educacional de grande alcance social.
Alunos, pais e professores foram às ruas para conscientizar a população campista das novas ações que serão realizadas e na distribuição de faixas e fitas para carros e braços das pessoas, criando uma grande rede de apoiadores para que este movimento não acabe.
Desde o último sábado as informações do encerramento das atividades da Orquestrando a Vida tomou as redes socias em uma grande campanha e com uma incrível adesão da população. Milhares de pessoas comentaram e compartilharam a importância da instituição para o desenvolvimento sociocultural do município de Campos e Região.
A Orquestrando a Vida vem recebendo e-mails e mensagens de apoio de vários músicos e instituições nacionais, assim como, de outros países. Os Estados Unidos é o país que mais se manifesta contra a possível paralisação das atividades da Orquestrando a Vida, devido ao grande sucesso obtido pela Orquestra Sinfônica Mariuccia Iacovino em sua turnê de 2011.
(Fonte: http://academiadeorquestrasecoros.blogspot.com.br)
quinta-feira, 10 de maio de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Julho de 2011 - Junho de 2012: Oportunidade Internacional para testar projetos de fogão solar
Good News Agency - ano 12, número 197 – 10 de fevereiro de 2012

Inicialmente anunciado como um evento único de 11 a 13 outubro de 2011, com uma conferência, a competição do fogão solar foi cancelada e, em vez disso, haverá uma oportunidade de ter por um ano fogões solares e fogões de combustível testados gratuitamente. O grupo de Promotores da Índia e pesquisadores em energia não convencional (PRINCE, na sigla em inglês) atualizou as normas para fogões solares, desenvolvidos com a contribuição dos membros da SCWNet. Estas normas de ensaio universais serão usadas para avaliar os fogões por meio da simulação de condições reais.
Promotores e pesquisadores em energia não convencional (PRINCE) é um grupo de trabalho voluntário dedicado a criar um mundo melhor para todos por meio do uso de energia renovável. Acreditamos que proteger e melhorar o ambiente só é possível por meio da utilização de fontes não convencionais de energia. Temos a nossa sede em Dhule, Maharashtra, Índia, e trabalhamos em parceria com a ONG local Jankibai Trust.
http://solarcooking.wikia.com/wiki/Calendar_of_events

Inicialmente anunciado como um evento único de 11 a 13 outubro de 2011, com uma conferência, a competição do fogão solar foi cancelada e, em vez disso, haverá uma oportunidade de ter por um ano fogões solares e fogões de combustível testados gratuitamente. O grupo de Promotores da Índia e pesquisadores em energia não convencional (PRINCE, na sigla em inglês) atualizou as normas para fogões solares, desenvolvidos com a contribuição dos membros da SCWNet. Estas normas de ensaio universais serão usadas para avaliar os fogões por meio da simulação de condições reais.
Promotores e pesquisadores em energia não convencional (PRINCE) é um grupo de trabalho voluntário dedicado a criar um mundo melhor para todos por meio do uso de energia renovável. Acreditamos que proteger e melhorar o ambiente só é possível por meio da utilização de fontes não convencionais de energia. Temos a nossa sede em Dhule, Maharashtra, Índia, e trabalhamos em parceria com a ONG local Jankibai Trust.
http://solarcooking.wikia.com/wiki/Calendar_of_events
Nigéria: ajudando cirurgiões a ampliarem seus conhecimentos
Good News Agency - ano 12, número 197 – 10 de fevereiro de 2012
Abuja, 24 de Janeiro - Mais de 30 cirurgiões de diversos hospitais da Nigéria se reuniram em Abuja para participar de um seminário organizado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) que incidirá sobre técnicas cirúrgicas para o tratamento de pessoas feridas por armas. Dois cirurgiões do CICV, com uma vasta experiência operacional em pacientes feridos por armas em todo o mundo, conduzirão o seminário durante os próximos três dias.
O seminário usará vídeos mostrando situações da vida real que envolvem vítimas, bem como a partilha de experiências e melhores práticas. Os participantes são de hospitais nos estados de Bauchi, Borno, Kaduna, Plateau e Yobe e do Território da Capital Federal (Abuja), que regularmente recebem pacientes feridos.
O CICV organizou mais de 160 seminários sobre cirurgia de guerra em vários países desde 1989. O seminário de Abuja será o primeiro a acontecer na Nigéria.
http://www.icrc.org/eng/resources/documents/news-release/2012/nigeria-news-2012-01-24.htm
Abuja, 24 de Janeiro - Mais de 30 cirurgiões de diversos hospitais da Nigéria se reuniram em Abuja para participar de um seminário organizado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) que incidirá sobre técnicas cirúrgicas para o tratamento de pessoas feridas por armas. Dois cirurgiões do CICV, com uma vasta experiência operacional em pacientes feridos por armas em todo o mundo, conduzirão o seminário durante os próximos três dias.
O seminário usará vídeos mostrando situações da vida real que envolvem vítimas, bem como a partilha de experiências e melhores práticas. Os participantes são de hospitais nos estados de Bauchi, Borno, Kaduna, Plateau e Yobe e do Território da Capital Federal (Abuja), que regularmente recebem pacientes feridos.
O CICV organizou mais de 160 seminários sobre cirurgia de guerra em vários países desde 1989. O seminário de Abuja será o primeiro a acontecer na Nigéria.
http://www.icrc.org/eng/resources/documents/news-release/2012/nigeria-news-2012-01-24.htm
Luta contra Cólera na República Democrática do Congo atinge 9,1 milhões de dólares
Good News Agency - ano 12, número 197 – 10 de fevereiro de 2012
Kinshasa / New Iorque, 26 de Janeiro – A comunidade humanitária na República Democrática do Congo (RDC) recebeu hoje um impulso financeiro de EUA 9,1 milhões de dólares do Fundo Central de Resposta e Emergência das Nações Unidas para combater a cólera, uma doença provinda da água que afetou mais de 22 mil pessoas e matou mais de 500 no ano passado.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância e a Organização Mundial da Saúde receberão 4,4 milhões e 4,7 milhões de dólares respectivamente. Mas as agências funcionarão com um número de ONGs Internacionais e Nacionais que são essenciais nas respostas de linha de frente. As organizações de apoio estão confiantes que vencerão essa emergência, mas adicionou que as soluções duráveis são necessárias e que as autoridades congolesas precisam priorizar investimentos em água potável, saneamento e higiene.
As organizações de apoio estimam que, no pior dos casos, a doença irá afetar 21 milhões de pessoas.
O CERF foi criado pelas Nações Unidas em 2005 para pré posicionar fundos para atender a tempo a crise humanitária. No ano passado, alocava 4 milhões de dólares para combater a cólera nas províncias do Rio Congo.
http://reliefweb.int/node/473043
Kinshasa / New Iorque, 26 de Janeiro – A comunidade humanitária na República Democrática do Congo (RDC) recebeu hoje um impulso financeiro de EUA 9,1 milhões de dólares do Fundo Central de Resposta e Emergência das Nações Unidas para combater a cólera, uma doença provinda da água que afetou mais de 22 mil pessoas e matou mais de 500 no ano passado.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância e a Organização Mundial da Saúde receberão 4,4 milhões e 4,7 milhões de dólares respectivamente. Mas as agências funcionarão com um número de ONGs Internacionais e Nacionais que são essenciais nas respostas de linha de frente. As organizações de apoio estão confiantes que vencerão essa emergência, mas adicionou que as soluções duráveis são necessárias e que as autoridades congolesas precisam priorizar investimentos em água potável, saneamento e higiene.
As organizações de apoio estimam que, no pior dos casos, a doença irá afetar 21 milhões de pessoas.
O CERF foi criado pelas Nações Unidas em 2005 para pré posicionar fundos para atender a tempo a crise humanitária. No ano passado, alocava 4 milhões de dólares para combater a cólera nas províncias do Rio Congo.
http://reliefweb.int/node/473043
O jogo online de perguntas Freerice atingiu recentemente o milionésimo jogador registrado: o jogo fornece refeições a quase 5 milhões de pessoas
Good News Agency - ano 12, número 197 – 10 de fevereiro de 2012
Roma, 5 de janeiro – O maior jogo online do mundo de combate a fome está ajudando as pessoas mais do que nunca: o Freerice é um jogo que permite os jogadores doar 10 grãos de arroz para o PAM a cada resposta correta. Os jogadores do Freerice já doaram 100 bilhões de grãos de arroz desde o lançamento do jogo em 2007. Nancy Roman, Diretora de Comunicações do PAM, Política Pública e Parcerias Privadas, diz: “Quando um milhão de pessoas faz cada uma uma pequena parte, o efeito coletivo está além de impressionante – é extraordinário (...) é um marco significativo para o PAM em nossa missão de envolver milhões de pessoas online na luta contra a fome”.
Desde junho de 2011 todo o arroz arrecadado foi usado nas atividades do PAM em Camboja, onde o PAM está comprando arroz localmente para o uso em seus programas de refeições escolares. Ao incentivar as crianças a frequentar a escola e ajudando-os a aprender melhor quando eles chegam lá, as refeições escolares diárias são um investimento essencial para a próxima geração.
http://www.wfp.org/stories/freerice-reaches-one-million-players
Roma, 5 de janeiro – O maior jogo online do mundo de combate a fome está ajudando as pessoas mais do que nunca: o Freerice é um jogo que permite os jogadores doar 10 grãos de arroz para o PAM a cada resposta correta. Os jogadores do Freerice já doaram 100 bilhões de grãos de arroz desde o lançamento do jogo em 2007. Nancy Roman, Diretora de Comunicações do PAM, Política Pública e Parcerias Privadas, diz: “Quando um milhão de pessoas faz cada uma uma pequena parte, o efeito coletivo está além de impressionante – é extraordinário (...) é um marco significativo para o PAM em nossa missão de envolver milhões de pessoas online na luta contra a fome”.
Desde junho de 2011 todo o arroz arrecadado foi usado nas atividades do PAM em Camboja, onde o PAM está comprando arroz localmente para o uso em seus programas de refeições escolares. Ao incentivar as crianças a frequentar a escola e ajudando-os a aprender melhor quando eles chegam lá, as refeições escolares diárias são um investimento essencial para a próxima geração.
http://www.wfp.org/stories/freerice-reaches-one-million-players
Erradicação da Pobreza
Comissão das Nações Unidas para o Desenvolvimento Social
Good News Agency - ano 12, número 197 – 10 de fevereiro de 2012
A Comissão de 46 membros das Nações Unidas para o Desenvolvimento (na sigla em inglês CSD) é cobrada para assessorar o Conselho Econômico e Social da ONU e Governos sobre questões sociais e a perspectiva social no desenvolvimento. Acompanhando a Cúpula Mundial de 1995 para o Desenvolvimento Social de Copenhagen, a CSD é o principal organismo da ONU responsável pela implementação e acompanhamento do Programa de Ação aprovado na cúpula. Isso significa que as reuniões anuais da Comissão, em Nova Iorque, oferecem uma arena importante para governos e sociedade civil para analisar o progresso e desenvolver o diálogo em torno de temas chave, incluindo a erradicação da pobreza, deficiência, juventude, envelhecimento, famílias.
Durante os 10 dias da Comissão as salas de conferência na sede da ONU em Nova Iorque estarão cheias de eventos organizados pelos governos bem como a sociedade civil sobre a erradicação da pobreza. O foco será nos seguintes assuntos (a) Tema prioritário: Erradicação da Pobreza; (b) análise de planos relevantes das Nações Unidas e programas de ação pertinentes à situação de grupos sociais; (i) Programa Mundial de Ação relacionado a Pessoas Deficientes; (ii) Programa Mundial de Ação para a Juventude; (iii) Plano de Ação Internacional de Madri sobre o envelhecimento, 2002; (iv) Questões Familiares, políticas e programas. Os eventos da ONG incluem a apresentação do resultado do Fórum da Sociedade Civil realizado no dia 31 de Janeiro de 2012.
http://social.un.org/index/CommissionforSocialDevelopment/Sessions/2012.aspx
www.ngosocdev.net/
Good News Agency - ano 12, número 197 – 10 de fevereiro de 2012
A Comissão de 46 membros das Nações Unidas para o Desenvolvimento (na sigla em inglês CSD) é cobrada para assessorar o Conselho Econômico e Social da ONU e Governos sobre questões sociais e a perspectiva social no desenvolvimento. Acompanhando a Cúpula Mundial de 1995 para o Desenvolvimento Social de Copenhagen, a CSD é o principal organismo da ONU responsável pela implementação e acompanhamento do Programa de Ação aprovado na cúpula. Isso significa que as reuniões anuais da Comissão, em Nova Iorque, oferecem uma arena importante para governos e sociedade civil para analisar o progresso e desenvolver o diálogo em torno de temas chave, incluindo a erradicação da pobreza, deficiência, juventude, envelhecimento, famílias.
Durante os 10 dias da Comissão as salas de conferência na sede da ONU em Nova Iorque estarão cheias de eventos organizados pelos governos bem como a sociedade civil sobre a erradicação da pobreza. O foco será nos seguintes assuntos (a) Tema prioritário: Erradicação da Pobreza; (b) análise de planos relevantes das Nações Unidas e programas de ação pertinentes à situação de grupos sociais; (i) Programa Mundial de Ação relacionado a Pessoas Deficientes; (ii) Programa Mundial de Ação para a Juventude; (iii) Plano de Ação Internacional de Madri sobre o envelhecimento, 2002; (iv) Questões Familiares, políticas e programas. Os eventos da ONG incluem a apresentação do resultado do Fórum da Sociedade Civil realizado no dia 31 de Janeiro de 2012.
http://social.un.org/index/CommissionforSocialDevelopment/Sessions/2012.aspx
www.ngosocdev.net/
domingo, 22 de janeiro de 2012
ROTARY FOI, É E SERÁ, O QUE OS ROTÁRIOS QUEREM QUE SEJA
Geroi-Brasil, por e-mail
Luis Alberto Gómez Araujo. EGD 2009/2010. Distrito 4270. Colômbia
“Pensaram os senhores alguma vez a respeito do que queremos os Rotários que seja Rotary, através de uma análise de introspecção que nos permita estudar quem somos da perspectiva dos documentos de Rotary International?
Realizando este exercício, encontrei que o literal a) da Segunda Secção do 5º artigo dos Estatutos do R.I., consagra de maneira precisa que para ser sócio activo de um Clube Rotário, precisa-se de ser uma pessoa que observe boa conduta e goze de sã reputação nos seus negócios, e profissão ou na comunidade, mas deverá além disso:
(1) Ser proprietário, sócio, funcionário de uma companhia ou gerente de uma profissão ou negócio digno e reconhecido; ou
(2) ocupar um posto importante, com funções executivas e autoridade discricionária, numa profissão ou negócio digno e reconhecido ou numa agência ou sucursal do mesmo; ou
(3) haver-se aposentado após exercer um cargo dos referidos nos parágrafos (1) e (2) deste inciso; ou
(4) ter demonstrado a sua consagração ao serviço e ao objectivo de Rotary através da sua participação pessoal em assuntos da comunidade, ou
(5) possuir a qualidade de ex-bolseiro da Fundação Rotária conforme o defina o Conselho Director.
Essa norma estatutária, e por fim de cumprimento obrigatório, deve ser a base para a escolha dos novos sócios que convidamos para os nossos clubes. Mas me pergunto: Estamo-lo fazendo?
Não será que grande parte da nossa problemática radica fundamentalmente em que nos temos afastados dos parâmetros que regem a nossa instituição?
Considero do ponto de vista hermenêutico, que a interpretação da norma corresponde a cada clube e seu conselho director. Por exemplo: Terá que dar alcance ao que significa “…ocupar um cargo importante, com funções executivas e autoridade discricionária numa profissão ou negócio digno e reconhecido…”, e esse deve ser trabalho do clube que convida, mas quem faz de padrinho tem a responsabilidade de que o seu afilhado encaixe dentro da norma atrás exposta.
Mas qual é o sentido da norma analisada? Poderia considerar-se uma norma caprichosa? É obvio que não. Considero que nessa norma se marca a diferença de liderança que aspira Rotary tenham todos e cada um dos sócios dos seus clubes. Rotary espera de cada um dos seus sócios uma liderança eficiente e efectiva frente à comunidade. Espera lideres com acesso a quem toma as decisões que afectam de maneira directa a quem habita nela. Se não for desta maneira, então me digam que diferença existe entre outras instituições de serviço e o nosso movimento? Somos o mesmo?
Não será que a nossa crise emana da concepção que temos de nós mesmos ao pensar que o nosso trabalho se limita a realizar obras de benefício social, ou a ser entidades de beneficência dando de presente bens importantes que ajudam momentaneamente a certos sectores necessitados da comunidade, mas sem nos atrevermos a apresentar projectos de verdadeiro impacto social?
Rotary será e estará sempre à altura dos sonhos de quem a conforma. Se tivermos rotários que não sonhem, ou os seus sonhos compreendam somente pequenos projectos, seremos uma entidade sem sonhos, ou com sonhos e projectos de curto vôo. Se tivermos uns sócios com mentes amplas e sonhos elevados, que além disso são suficientemente executivos para imaginar como levar a cabo os mesmos, teremos uma entidade grande.
Somos conscientes de que cada zona do mundo tem o seu entorno particular, e não podemos aspirar a contar com sócios com a capacidade económica das zonas mais ricas do mundo. Mas é que o assunto não é somente de capacidade económica, mesmo que desta se necessite um mínimo para pertencer à instituição, de tal maneira que lhe permita não só cumprir com as suas obrigações para com a mesma, mas também para assistir aos eventos que organiza, propende e impulsiona R.I. Se tivermos sócios sem capacidade para assistir sequer aos eventos distritais, é muito difícil que se possam adiantar grandes projectos que tracem alternativas aos grandes problemas da comunidade aos quais se obriga o respectivo clube.
Não podemos continuar concebendo e planeando Rotary da perspectiva de que os sócios não têm capacidade para apoiar os planos que se traçam na instituição. Não falo é obvio de exigir grandes distribuições de bens económicos que saiam dos bolsos dos próprios sócios, mas sim falo de que contem com a capacidade de gestão para conseguir os recursos que se necessitem, porque têm acesso a quem dispõe desses recursos com uma chamada deles. Falo de sócios que tenham a suficiente capacidade de convocatória para serem atendidos pelos que dirigem as nossas comunidades a nível local ou nacional. Falo além disso de sócios que possam assistir às Conferências e às Assembleias Distritais que se organizem, assim como aos seminários de capacitação. Sócios que tenham a possibilidade de assistir aos Institutos zonais. Não a todos os eventos, mas sim ao que escolham assistir pelo menos uma vez ao ano, tanto nacional como internacionalmente.
E que fazemos com os clubes Rotários de zonas marginadas, ou populações de escassos ganhos? Pois aos que já existam há que apoiá-los para levar adiante o seu projecto, mas incentivando-os para que participem nos eventos atrás mencionados até onde as suas possibilidades o permitam, mas fazendo força para que assistam pelo menos aos eventos Distritais, já que fomentar o contrário seria tanto como criar uma discriminação ou escala entre clubes, que não deve existir, ou o que é pior, deixar que se isolem do resto dos clubes do Distrito. Mas também devemos ser conscientes de que se no sítio escolhido não se tem sócios com capacidade para constituir um clube Rotário, pois não devemos fazê-lo, já que mais cedo que o esperado se criará a problemática de ter criado clubes sem a capacidade mínima para confrontar as suas obrigações tanto para Rotary como para os seus respectivos Distritos, ou começamos a pedir excepções que desde já sabemos que R.I não aceita nem concede por quanto deve trabalhar com base no orçamento aprovado.
É possível que em muitos destes casos, a solução não seja a criação de um clube rotário, mas sim um Grupo de Rotary para fomento da comunidade. Vale a pena explorar esta possibilidade.
Sei que é um ponto sensível com o qual alguns companheiros se podem sentir ofendidos pela forma franca como se expôs este tema, mas é necessário olhar as coisas de frente para poder apresentar o debate com o fim de que resulte algo positivo para o nosso movimento, sobretudo naqueles países latino-americanos nos quais a capacidade económica do seu habitante médio não chega para sustentar um custo como o que implica ser sócio de um clube rotário na sua comunidade.
Reitero então que Rotary foi, é e será o que os Rotários queiram que seja. Cumpramos os estatutos. Escolhamos muito bem os nossos companheiros, mas sobretudo, TORNEMOS ATRACTIVOS OS NOSSOS CLUBES. Se o fizermos bem, tenham a certaza de que serão os bons membros da comunidade os que nos escolham, e dessa maneira teremos os melhores sócios rotários. Não aceitemos como dogma de fé que aos donos dos meios de produção não lhes interessa Rotary porque estão muito ocupados nos seus trabalhos e compromissos, ou o que é pior, porque não têm consciência social diferente da de formar as suas próprias fundações na busca de benefícios tributários. Analisemos mas bem, por que não somos atractivos a esse segmento social, que é ao que aspira Rotary de acordo com seus estatutos. Façamos os nossos clubes fortes e agradáveis e verão como as pessoas que nos interessam acabam nos buscando. Não é isso acaso o que denomina o nosso Curador José Antonio Salazar “O círculo virtuoso”?
Mas enquanto continuarmos pensando em pequeno, e convidando pessoas que não cumprem com o mandato estatutário do R.I. estaremos destinados não só a continuar empobrecendo-nos, e por fim a ser REDISTRITADOS uma e outra vez, mas além disso, estaremos condenados a ser cada vez menos importantes nas nossas comunidades. Se fizermos bem feito o exercício exposto nesta nota no interior de cada um dos nossos clubes, é possível que concluamos, sem muita surpresa, que Rotary na América Latina nos está devolvendo uma quimera que luta para que dêem um tratamento diferente ao resto do mundo, mas não porque não possamos dar mais do que viemos dando, mas sim porque não fomos capazes de entender e desenvolver a verdadeira filosofia de Rotary International. Se não começarmos a nos querer mais como movimento, se não consolidarmos os verdadeiros líderes das nossas comunidades na América Latina, muito certamente terminaremos como as estirpes condenadas a cem anos de solidão, das que fala o nosso prémio Nobel de literatura Gabriel García Márquez na sua obra máxima “Cem anos de Solidão”, sem uma segunda oportunidade sobre a terra. Somos nós, os Rotários, os que temos a palavra.”
Traduzido para português por
Adelino de Lima Martins
RC da Maia
DR 1970
Luis Alberto Gómez Araujo. EGD 2009/2010. Distrito 4270. Colômbia
“Pensaram os senhores alguma vez a respeito do que queremos os Rotários que seja Rotary, através de uma análise de introspecção que nos permita estudar quem somos da perspectiva dos documentos de Rotary International?
Realizando este exercício, encontrei que o literal a) da Segunda Secção do 5º artigo dos Estatutos do R.I., consagra de maneira precisa que para ser sócio activo de um Clube Rotário, precisa-se de ser uma pessoa que observe boa conduta e goze de sã reputação nos seus negócios, e profissão ou na comunidade, mas deverá além disso:
(1) Ser proprietário, sócio, funcionário de uma companhia ou gerente de uma profissão ou negócio digno e reconhecido; ou
(2) ocupar um posto importante, com funções executivas e autoridade discricionária, numa profissão ou negócio digno e reconhecido ou numa agência ou sucursal do mesmo; ou
(3) haver-se aposentado após exercer um cargo dos referidos nos parágrafos (1) e (2) deste inciso; ou
(4) ter demonstrado a sua consagração ao serviço e ao objectivo de Rotary através da sua participação pessoal em assuntos da comunidade, ou
(5) possuir a qualidade de ex-bolseiro da Fundação Rotária conforme o defina o Conselho Director.
Essa norma estatutária, e por fim de cumprimento obrigatório, deve ser a base para a escolha dos novos sócios que convidamos para os nossos clubes. Mas me pergunto: Estamo-lo fazendo?
Não será que grande parte da nossa problemática radica fundamentalmente em que nos temos afastados dos parâmetros que regem a nossa instituição?
Considero do ponto de vista hermenêutico, que a interpretação da norma corresponde a cada clube e seu conselho director. Por exemplo: Terá que dar alcance ao que significa “…ocupar um cargo importante, com funções executivas e autoridade discricionária numa profissão ou negócio digno e reconhecido…”, e esse deve ser trabalho do clube que convida, mas quem faz de padrinho tem a responsabilidade de que o seu afilhado encaixe dentro da norma atrás exposta.
Mas qual é o sentido da norma analisada? Poderia considerar-se uma norma caprichosa? É obvio que não. Considero que nessa norma se marca a diferença de liderança que aspira Rotary tenham todos e cada um dos sócios dos seus clubes. Rotary espera de cada um dos seus sócios uma liderança eficiente e efectiva frente à comunidade. Espera lideres com acesso a quem toma as decisões que afectam de maneira directa a quem habita nela. Se não for desta maneira, então me digam que diferença existe entre outras instituições de serviço e o nosso movimento? Somos o mesmo?
Não será que a nossa crise emana da concepção que temos de nós mesmos ao pensar que o nosso trabalho se limita a realizar obras de benefício social, ou a ser entidades de beneficência dando de presente bens importantes que ajudam momentaneamente a certos sectores necessitados da comunidade, mas sem nos atrevermos a apresentar projectos de verdadeiro impacto social?
Rotary será e estará sempre à altura dos sonhos de quem a conforma. Se tivermos rotários que não sonhem, ou os seus sonhos compreendam somente pequenos projectos, seremos uma entidade sem sonhos, ou com sonhos e projectos de curto vôo. Se tivermos uns sócios com mentes amplas e sonhos elevados, que além disso são suficientemente executivos para imaginar como levar a cabo os mesmos, teremos uma entidade grande.
Somos conscientes de que cada zona do mundo tem o seu entorno particular, e não podemos aspirar a contar com sócios com a capacidade económica das zonas mais ricas do mundo. Mas é que o assunto não é somente de capacidade económica, mesmo que desta se necessite um mínimo para pertencer à instituição, de tal maneira que lhe permita não só cumprir com as suas obrigações para com a mesma, mas também para assistir aos eventos que organiza, propende e impulsiona R.I. Se tivermos sócios sem capacidade para assistir sequer aos eventos distritais, é muito difícil que se possam adiantar grandes projectos que tracem alternativas aos grandes problemas da comunidade aos quais se obriga o respectivo clube.
Não podemos continuar concebendo e planeando Rotary da perspectiva de que os sócios não têm capacidade para apoiar os planos que se traçam na instituição. Não falo é obvio de exigir grandes distribuições de bens económicos que saiam dos bolsos dos próprios sócios, mas sim falo de que contem com a capacidade de gestão para conseguir os recursos que se necessitem, porque têm acesso a quem dispõe desses recursos com uma chamada deles. Falo de sócios que tenham a suficiente capacidade de convocatória para serem atendidos pelos que dirigem as nossas comunidades a nível local ou nacional. Falo além disso de sócios que possam assistir às Conferências e às Assembleias Distritais que se organizem, assim como aos seminários de capacitação. Sócios que tenham a possibilidade de assistir aos Institutos zonais. Não a todos os eventos, mas sim ao que escolham assistir pelo menos uma vez ao ano, tanto nacional como internacionalmente.
E que fazemos com os clubes Rotários de zonas marginadas, ou populações de escassos ganhos? Pois aos que já existam há que apoiá-los para levar adiante o seu projecto, mas incentivando-os para que participem nos eventos atrás mencionados até onde as suas possibilidades o permitam, mas fazendo força para que assistam pelo menos aos eventos Distritais, já que fomentar o contrário seria tanto como criar uma discriminação ou escala entre clubes, que não deve existir, ou o que é pior, deixar que se isolem do resto dos clubes do Distrito. Mas também devemos ser conscientes de que se no sítio escolhido não se tem sócios com capacidade para constituir um clube Rotário, pois não devemos fazê-lo, já que mais cedo que o esperado se criará a problemática de ter criado clubes sem a capacidade mínima para confrontar as suas obrigações tanto para Rotary como para os seus respectivos Distritos, ou começamos a pedir excepções que desde já sabemos que R.I não aceita nem concede por quanto deve trabalhar com base no orçamento aprovado.
É possível que em muitos destes casos, a solução não seja a criação de um clube rotário, mas sim um Grupo de Rotary para fomento da comunidade. Vale a pena explorar esta possibilidade.
Sei que é um ponto sensível com o qual alguns companheiros se podem sentir ofendidos pela forma franca como se expôs este tema, mas é necessário olhar as coisas de frente para poder apresentar o debate com o fim de que resulte algo positivo para o nosso movimento, sobretudo naqueles países latino-americanos nos quais a capacidade económica do seu habitante médio não chega para sustentar um custo como o que implica ser sócio de um clube rotário na sua comunidade.
Reitero então que Rotary foi, é e será o que os Rotários queiram que seja. Cumpramos os estatutos. Escolhamos muito bem os nossos companheiros, mas sobretudo, TORNEMOS ATRACTIVOS OS NOSSOS CLUBES. Se o fizermos bem, tenham a certaza de que serão os bons membros da comunidade os que nos escolham, e dessa maneira teremos os melhores sócios rotários. Não aceitemos como dogma de fé que aos donos dos meios de produção não lhes interessa Rotary porque estão muito ocupados nos seus trabalhos e compromissos, ou o que é pior, porque não têm consciência social diferente da de formar as suas próprias fundações na busca de benefícios tributários. Analisemos mas bem, por que não somos atractivos a esse segmento social, que é ao que aspira Rotary de acordo com seus estatutos. Façamos os nossos clubes fortes e agradáveis e verão como as pessoas que nos interessam acabam nos buscando. Não é isso acaso o que denomina o nosso Curador José Antonio Salazar “O círculo virtuoso”?
Mas enquanto continuarmos pensando em pequeno, e convidando pessoas que não cumprem com o mandato estatutário do R.I. estaremos destinados não só a continuar empobrecendo-nos, e por fim a ser REDISTRITADOS uma e outra vez, mas além disso, estaremos condenados a ser cada vez menos importantes nas nossas comunidades. Se fizermos bem feito o exercício exposto nesta nota no interior de cada um dos nossos clubes, é possível que concluamos, sem muita surpresa, que Rotary na América Latina nos está devolvendo uma quimera que luta para que dêem um tratamento diferente ao resto do mundo, mas não porque não possamos dar mais do que viemos dando, mas sim porque não fomos capazes de entender e desenvolver a verdadeira filosofia de Rotary International. Se não começarmos a nos querer mais como movimento, se não consolidarmos os verdadeiros líderes das nossas comunidades na América Latina, muito certamente terminaremos como as estirpes condenadas a cem anos de solidão, das que fala o nosso prémio Nobel de literatura Gabriel García Márquez na sua obra máxima “Cem anos de Solidão”, sem uma segunda oportunidade sobre a terra. Somos nós, os Rotários, os que temos a palavra.”
Traduzido para português por
Adelino de Lima Martins
RC da Maia
DR 1970
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Informação e Instrução Rotária
Geroi-Brasil, por e-mail
O QUE É INSTRUÇÃO ROTÁRIA?
Instrução rotária é a orientação que se dá aos novos associados , procurando integrá-los a curto prazo nos assuntos e precedimentos rotários, possibilitando-lhes uma aprendizagem rápida, ainda que superficial da mecânica rotária, isto é, como funcionam os Rotary Clubs que compõem um Distrito que por sua vez, compõem o RI.
Tal instrução deve ser baseada nos estatutos e regimento interno do RI, do próprio Clube, bem como no Manual de Procedimento em vigor.
O interesse do associado pelo Rotary cresce à medida que ele compreende o seu funcionamento, pois em verdade não se ama aquilo que não se conhece. A inércia, o desinteresse e a deserção de muitos sócios são decorrentes mais do desconhecimento do que seja realmente a nossa instituição, do que da falta de vontade para a ação.
O QUE É INFORMAÇÃO ROTÁRIA?
Informação é a maneira de manter os associados do clube, antigos e novos, bem informados sobre os mais relevantes assuntos rotários, sobre as promoções dos Rotary Clubs de todo o mundo, as resoluções das convenções, dos Conselhos de Legislação e do Conselho Diretor do RI, os feitos da Fundação Rotária, as decisões da Governadoria e do próprio Conselho Diretor do Clube, enfim, tudo o que possa contribuir para que os sócios sejam rotarianos bem informados.
A Informação Rotária constitui-se da transmissão de conhecimentos adquiridos através da experiência rotária, da participação em eventos Rotários, da leitura da revista Brasil Rotário e outras publicações do gênero, além da carta mensal do Governador, Rotary World e boletins de outros clubes.
(Fonte: Boletim RC Divinópolis Oeste, MG, D 4560)
O QUE É INSTRUÇÃO ROTÁRIA?
Instrução rotária é a orientação que se dá aos novos associados , procurando integrá-los a curto prazo nos assuntos e precedimentos rotários, possibilitando-lhes uma aprendizagem rápida, ainda que superficial da mecânica rotária, isto é, como funcionam os Rotary Clubs que compõem um Distrito que por sua vez, compõem o RI.
Tal instrução deve ser baseada nos estatutos e regimento interno do RI, do próprio Clube, bem como no Manual de Procedimento em vigor.
O interesse do associado pelo Rotary cresce à medida que ele compreende o seu funcionamento, pois em verdade não se ama aquilo que não se conhece. A inércia, o desinteresse e a deserção de muitos sócios são decorrentes mais do desconhecimento do que seja realmente a nossa instituição, do que da falta de vontade para a ação.
O QUE É INFORMAÇÃO ROTÁRIA?
Informação é a maneira de manter os associados do clube, antigos e novos, bem informados sobre os mais relevantes assuntos rotários, sobre as promoções dos Rotary Clubs de todo o mundo, as resoluções das convenções, dos Conselhos de Legislação e do Conselho Diretor do RI, os feitos da Fundação Rotária, as decisões da Governadoria e do próprio Conselho Diretor do Clube, enfim, tudo o que possa contribuir para que os sócios sejam rotarianos bem informados.
A Informação Rotária constitui-se da transmissão de conhecimentos adquiridos através da experiência rotária, da participação em eventos Rotários, da leitura da revista Brasil Rotário e outras publicações do gênero, além da carta mensal do Governador, Rotary World e boletins de outros clubes.
(Fonte: Boletim RC Divinópolis Oeste, MG, D 4560)
sexta-feira, 22 de julho de 2011
ROTARIANO DE CORAÇÃO
Alberto Bittencourt *
Àqueles que têm o perfil de rotarianos, mas não são rotarianos. Àqueles que são voluntários para o serviço do próximo, têm a ética e o comportamento ilibado do rotariano, mas por qualquer motivo, inclusive financeiro, não podem ser rotarianos. Àqueles que são nossos amigos, detentores de nossa consideração e respeito. Àqueles que, mesmo não sendo rotarianos, “Dão de Si, Antes de Pensar em Si”. À essas pessoas especiais, como homenagem, instituímos em nosso Distrito, no ano do Centenário do Rotary, um diploma muito especial, intitulado Rotariano de Coração.
Concebido por Ricardo Pinto do RC do Recife-Boa Vista, lançado nas reuniões preparatórias do ano do centenário, a homenagem foi imediatamente adotada por vários clubes do distrito como os RCs do Recife, Largo da Paz, Boa Viagem, entre outros. Um belo e sugestivo diploma foi confeccionado pelo RC Recife e adotado pelos demais, tendo Madre Tereza de Calcutá por patrona.
Essa honraria tem dois objetivos: o primeiro, aproximar essas pessoas do clube, trazê-las para junto dos rotarianos, para que participem das reuniões e dos trabalhos e o segundo, fazer com que o homenageado dê mais de si em favor do próximo.
Por essas razões, o Rotariano de Coração é também um membro da Família Rotária.
Ficou instituído que quem receber o diploma de Rotariano de Coração, tem o compromisso de doar pelo menos quatro horas mensais de trabalho, seja em prol de uma entidade que cuide dos idosos, de crianças, de deficientes, de enfermos, seja em prol da comunidade de um modo geral.
Quatro horas por mês não é nada, muitos já fazem bem mais do que isso. Só em nossas reuniões plenárias nós ultrapassamos esse tempo. Se essas personalidades derem de si, de trabalho voluntário em favor de quem precisa quatro horas mensais, elas estarão desempenhando seu papel de Rotarianos de Coração.
O Rotary tem como uma das metas, trazer pessoas da sociedade para trabalhar junto à Família Rotária, o que por si só se constitui motivo de fortalecimento do Quadro Social. Então eu dou os parabéns aos rotarianos, sugerindo-lhes mais uma vez que, que essas pessoas identificadas e agraciadas com títulos de “Rotariano de Coração”, venham para junto da Família Rotária. Elas são merecedoras desse diploma que, mais do que um simples diploma, é um prêmio, do qual constam os seguintes dizeres:
“Outorgado em Reconhecimento às Realizações na Vida Profissional, Compromisso com Altos Padrões de Ética, Prestação de Serviços Comunitários e Dedicação ao Conceito de “Dar de Si Antes de Pensar em Si”.
* Alberto Bittencourt
Blog: http://albertobittencourt.blogspot.com
Rotary Club do Recife-Boa Viagem; D-4500
Governador do Centenário 2004-05
Àqueles que têm o perfil de rotarianos, mas não são rotarianos. Àqueles que são voluntários para o serviço do próximo, têm a ética e o comportamento ilibado do rotariano, mas por qualquer motivo, inclusive financeiro, não podem ser rotarianos. Àqueles que são nossos amigos, detentores de nossa consideração e respeito. Àqueles que, mesmo não sendo rotarianos, “Dão de Si, Antes de Pensar em Si”. À essas pessoas especiais, como homenagem, instituímos em nosso Distrito, no ano do Centenário do Rotary, um diploma muito especial, intitulado Rotariano de Coração.
Concebido por Ricardo Pinto do RC do Recife-Boa Vista, lançado nas reuniões preparatórias do ano do centenário, a homenagem foi imediatamente adotada por vários clubes do distrito como os RCs do Recife, Largo da Paz, Boa Viagem, entre outros. Um belo e sugestivo diploma foi confeccionado pelo RC Recife e adotado pelos demais, tendo Madre Tereza de Calcutá por patrona.
Essa honraria tem dois objetivos: o primeiro, aproximar essas pessoas do clube, trazê-las para junto dos rotarianos, para que participem das reuniões e dos trabalhos e o segundo, fazer com que o homenageado dê mais de si em favor do próximo.
Por essas razões, o Rotariano de Coração é também um membro da Família Rotária.
Ficou instituído que quem receber o diploma de Rotariano de Coração, tem o compromisso de doar pelo menos quatro horas mensais de trabalho, seja em prol de uma entidade que cuide dos idosos, de crianças, de deficientes, de enfermos, seja em prol da comunidade de um modo geral.
Quatro horas por mês não é nada, muitos já fazem bem mais do que isso. Só em nossas reuniões plenárias nós ultrapassamos esse tempo. Se essas personalidades derem de si, de trabalho voluntário em favor de quem precisa quatro horas mensais, elas estarão desempenhando seu papel de Rotarianos de Coração.
O Rotary tem como uma das metas, trazer pessoas da sociedade para trabalhar junto à Família Rotária, o que por si só se constitui motivo de fortalecimento do Quadro Social. Então eu dou os parabéns aos rotarianos, sugerindo-lhes mais uma vez que, que essas pessoas identificadas e agraciadas com títulos de “Rotariano de Coração”, venham para junto da Família Rotária. Elas são merecedoras desse diploma que, mais do que um simples diploma, é um prêmio, do qual constam os seguintes dizeres:
“Outorgado em Reconhecimento às Realizações na Vida Profissional, Compromisso com Altos Padrões de Ética, Prestação de Serviços Comunitários e Dedicação ao Conceito de “Dar de Si Antes de Pensar em Si”.
* Alberto Bittencourt
Blog: http://albertobittencourt.blogspot.com
Rotary Club do Recife-Boa Viagem; D-4500
Governador do Centenário 2004-05
segunda-feira, 18 de julho de 2011
CARACTERÍSTICAS TRANSFORMADORAS DO ROTARIANO
Alberto Bittencourt*
(Palestra realizada no RC João Pessoa Sul, em 22 de julho de 2008)
O Rotary é uma reunião de pessoas.
O que o torna único, diferente, são as qualidades transformadoras de seus membros. Sem distinção de língua, raça, religião, classe social, há, entre eles traços comuns de força, inteligência, competência, dedicação e integridade que lhes conferem o poder de transformar o mundo, com vistas à construção da Nova Era de paz e amor.
São oito as principais qualidades transformadoras dos rotarianos:
1. Coerência
2. Foco
3. Consciência
4. Voluntarismo
5. Liderança
6. Transparência
7. Participação
8. Trabalho em equipe.
1. COERÊNCIA
O Rotary é uma reunião de pessoas coerentes.
A coerência está no comportamento e nas atitudes do rotariano. A coerência significa não perder de vista os motivos que o trouxeram para o Rotary. Com o correr do tempo, muita gente vai se esquecendo por quê entrou no Rotary. Alguns nem mesmo se lembram para que continuam no Rotary. A coerência significa se manter fiel aos princípios e ideais rotários em todos os momentos da vida.
A coerência significa nunca se esquecer da Prova Quádrupla e aplicá-la sempre, em todas as situações.
Manter esses princípios é manter um relacionamento positivo com as pessoas. A cortesia, a educação, a palavra amiga, o trato afetivo, o acolhimento carinhoso, tudo isso faz parte da coerência rotária.
Um companheiro, qualquer que seja a idade, merece ser tratado com carinho, com amor, com afago.
Às vezes, um companheiro mais idoso pode ser até um pouco intransigente. Alguns acham que o Rotary de hoje não é igual ao Rotary de 40 anos atrás, outros dizem que já não se fabricam rotarianos como antigamente, mas é só entender que as pessoas mais idosas são naturalmente mais conservadoras. O idoso vai se sentir bem com a palavra amiga, com a atenção, com o abraço. Manter esse relacionamento cordial é manter a coerência dentro do Rotary.
A confiança, diz James Hunter, autor do livro O Monge e o Executivo, é a cola que une os relacionamentos. Você só pode adquirir confiança se conhecer, e só conhecerá se estiver presente, se freqüentar reuniões, atividades e eventos rotários. Por isso, a freqüência é tão importante. É a freqüência que faz com que uns confiem nos outros. Somente estando presente você estará sendo coerente com os princípios e ideais rotários.
Cabe ao presidente do clube estar vigilante para não deixar prosperar, qualquer sinal de incoerência. A incoerência é a palavra agressiva, sarcástica, desagregadora. Às vezes, de uma simples discordância pode se instalar a incoerência. Os pontos de incoerência precisam ser identificados para serem de pronto corrigidos.
2. FOCO
O Rotary é uma reunião de pessoas focadas.
O rotariano mantém o foco no passado, ao se tornar guardião da história e das tradições rotárias. Ao se lembrar das razões que levaram Paul Harriis a reunir três amigos e fundar o Rotary.
O rotariano mantém o foco no presente, ao ter a consciência plena da grande obra que o Rotary executa no mundo. Ao conhecer e participar das ações de seu clube nas comunidades.
O rotariano mantém o foco no futuro, ao se fixar nas metas e objetivos do Rotary International,
3. CONSCIÊNCIA
O Rotary é uma reunião de pessoas conscientes.
A consciência, no sentido filosófico, é a percepção de que o ser faz parte de um todo, de que não é um isolado, não é um compartimentado, mas que é uno com o planeta, com a vida, com o universo, com Deus, com as pessoas que nos cercam.
Ter consciência em Rotary, é saber que se faz parte de uma grande obra, de uma grande missão. Ter a consciência rotaria, é saber-se uno com o Rotary, com os ideais e a filosofia rotaria, com a missão do Rotary.
Ter a consciência rotaria, significa dizer: Eu sou Rotary! Rotary sou eu! Porque no seu dia a dia, em todos os minutos, o verdadeiro rotariano se confunde com a grande obra.
Ter a consciência rotaria é ter a consciência de que o Rotary está mudando o mundo, está construindo a paz e a compreensão entre homens e nações.
É saber que o simples fato de comparecer a um evento do Rotary, significa estar colaborando para mudar o mundo.
O rotariano consciente conhece as metas e sonhos de seu clube. Está sintonizado com os programas e objetivos de seu presidente. Ele lê o que estiver ao seu alcance para sintonizar com os programas e objetivos do Rotary International e do presidente do RI.
O rotariano consciente, tem uma visão holística do Rotary. Uma visão holística é ver o Rotary no seu conjunto, na plenitude de sua obra. É conhecer Rotary em profundidade.
O rotariano consciente enxerga o Rotary no seu conjunto. Ele conhece em profundidade todo esse trabalho que o Rotary vem fazendo há mais de cem anos no mundo inteiro.
4. VOLUNTARISMO
O Rotary é uma reunião de voluntários.
Voluntários são pessoas que se entregam de corpo e alma a uma causa superior. Os voluntários do Rotary defendem a paz, a harmonia entre homens e nações. Eles enfrentam de peito aberto as maiores dificuldades. Eles nunca desistem, eles abraçam a prestação de serviço de forma desinteressada, com o único objetivo de ajudar o próximo. Por sua livre e espontânea vontade eles querem mudar a vida das crianças, dos doentes, dos idosos, das comunidades. O rotariano voluntário tem o perfil da pessoa solidária, da pessoa que sabe viver harmonicamente em comunidade, que é líder no trabalho, na família, na escola.
Os Voluntários do Rotary muitas vezes deixam de lado seus interesses particulares para trabalhar em favor do próximo. Sacrificam horas de lazer, momentos de repouso, para trabalhar pela comunidade, pelos mais carentes. O voluntário do Rotary doa de seu dinheiro, de sua energia, de seu tempo, para aliviar o sofrimento de quem precisa, para diminuir a miséria, a exploração, a injustiça social.
O Voluntário do Rotary é um paladino do bem contra o mal. Ele está presente nos conflitos, nas catástrofes, nos desastres, nas guerras, na defesa dos mais fracos, dos desprotegidos. O Voluntário do Rotary está vencendo a guerra para eliminar da Terra o terrível vírus da paralisia infantil. Ele emprega todas as suas energias para acabar com a chaga do analfabetismo, com a ignorância funcional. Ele luta contra as drogas, contra a corrupção, contra a violência urbana, contra os acidentes de trânsito, contra as mortes por armas de fogo. O Voluntário do Rotary é um arauto da paz.
Ele faz tudo isso, sem nada cobrar. Sua única recompensa é a satisfação do dever cumprido, seu maior interesse é a alegria de lutar por um mundo melhor. Sua única arma é a do amor incondicional, da compaixão, da doação de si próprio sem olhar a quem,
Os Voluntários do Rotary não têm limites de idade, nem de sexo, nem de cor, nem de classe social. Podem ser aposentados, mas continuam trabalhando em museus, bibliotecas, sítios históricos, hospitais, escolas, em centros de recuperação. Eles trabalham na administração, nas enfermarias, nas salas de aula, com a maior seriedade, como se empregados fossem, com dedicação, com amor, cumprindo inclusive com a carga horária que se comprometeram a dar.
Nas cidades, eles colaboram com o poder público, eles cobram ações administrativas, eles orientam às comunidades no sentido de encaminhar seus pleitos, dirigir um ofício, pedir providências.
Quando necessário, o Voluntário Rotariano sabe fazer pressão contra os desmandos das autoridades, contra a corrupção, contra a inércia e a improbidade administrativa.
Por tudo isso o Voluntário Rotariano é um ser superior. Ele é recebido nos gabinetes das autoridades, dos presidentes das maiores corporações, seja para pedir uma doação, seja para cobrar uma intervenção. Ele entra sempre como vencedor, ele nunca entra como pedinte. Por isso ele fala de igual para igual. Quando ele propõe parceria em algum projeto, ele não está apenas pedindo dinheiro. Ele está propondo um investimento social. Ele tem credibilidade porque não está pedindo em causa própria, mas para uma causa nobre. Ele tem a autoridade moral de quem está ali trabalhando por um mundo melhor.
5. LIDERANÇA
O Rotary é uma reunião de líderes.
Rotarianos foram escolhidos por suas qualidades de liderança, de profissionais, de executivos, de professores, de homens de negócios, de líderes que são nas comunidades.
A liderança é uma qualidade inata que todos trazem dentro de si. É preciso apenas desenvolve-la, praticá-la. O Rotary é o lugar onde se tem as melhores condições de se praticar a liderança. Rotarianos têm oportunidades de desenvolver a liderança em seus clubes, assumindo as funções de presidente de clube, de presidente de comissões, de líderes nas diversas funções. O rotariano pode desenvolver as suas qualidades de orador, usando a tribuna do clube. Ele tem o boletim do clube à sua disposição para desenvolver as qualidades de escritor, para colocar suas mensagens, suas opiniões. Todo rotariano é líder, porque tem condições excelentes para desenvolver essa liderança.
Para tanto, basta que ele proceda como líder, fale como líder, aja como líder. Lide com os problemas da mesma maneira que um líder, tome as atitudes que um líder tomaria em qualquer situação. Viva como vive um líder, pense como pensa um líder. Enfrente a vida tal qual um líder a enfrentaria.
6. TRANSPARÊNCIA
O Rotary é uma reunião de pessoas transparentes.
Outra característica transformadora do rotariano é a transparência, seja como presidente de clube, seja na condução de um projeto. Ninguém é dono do clube, nem de projeto. Tudo em Rotary é transparente. O Rotary não é fechado, ele é antes de tudo, aberto, ele quer mostrar para a sociedade o que faz.
O presidente do Centenário de RI, Glenn Estess, disse que o Rotary não tem nada a esconder. Não tem códigos, nem senhas, nem sinais secretos, tudo em Rotary é aberto e transparente, para ser compartilhado com a humanidade.
O Rotary hoje procura se mostrar, mostrar o que faz, inclusive para aqueles que nos observam, que não são rotarianos. Coloca suas ações no rádio, na televisão, na mídia. O mais importante não é o rotariano pagar à mídia. O mais importante é o rotariano mostrar o que faz. Levar para o seu trabalho, para a sua família, para os seus círculos de amizade a informação de que o Rotary está eliminando a paralisia infantil da face da Terra.
Se uma pessoa lhe perguntar: quem é você, com esse distintivo na lapela? Você prontamente vai responder com orgulho: sou rotariano, eu estou mudando o mundo.
7. PARTICIPAÇÃO
O Rotary é uma reunião de pessoas participativas.
O rotariano participa de todos os eventos rotários, dentro e fora do seu clube. Ele está sempre disponível para o trabalho.
A participação é conseqüência da motivação. O rotariano é um ser participativo e para tanto, ele está permanentemente motivado. Ele conhece, não apenas os detalhes de sua função, mas também as dos companheiros. Ele está sempre motivando para que todos participem com interesse das atividades e dos programas do Rotary. Que não apenas participem, mas que sugiram programas, tragam idéias novas, tragam propostas diferentes, até para mudar a rotina das plenárias rotarias, O rotariano busca sempre meios de que os companheiros, na sua totalidade se envolvam nas atividades do clube.
8. TRABALHO EM EQUIPE
O Rotary é uma reunião de pessoas que trabalham em equipe.
O Rotary é diferente de qualquer outra agremiação de pessoas, porque aqui elas trabalham em equipe, sob a liderança maior do presidente do clube. No trabalho de equipe, o presidente delega e cada um executa a sua função, com dedicação e seriedade. O presidente instrui, supre os meios, avalia e premia, são etapas da delegação. O presidente é o motor que impulsiona os trabalhos das equipes. Essa é a oitava e talvez a mais importante característica transformadora do rotariano.
* Alberto Bittencourt
Blog: http://albertobittencourt.blogspot.com
Rotary Club do Recife-Boa Viagem, D.4500
Governador do Centenário 2004-05
(Palestra realizada no RC João Pessoa Sul, em 22 de julho de 2008)
O Rotary é uma reunião de pessoas.
O que o torna único, diferente, são as qualidades transformadoras de seus membros. Sem distinção de língua, raça, religião, classe social, há, entre eles traços comuns de força, inteligência, competência, dedicação e integridade que lhes conferem o poder de transformar o mundo, com vistas à construção da Nova Era de paz e amor.
São oito as principais qualidades transformadoras dos rotarianos:
1. Coerência
2. Foco
3. Consciência
4. Voluntarismo
5. Liderança
6. Transparência
7. Participação
8. Trabalho em equipe.
1. COERÊNCIA
O Rotary é uma reunião de pessoas coerentes.
A coerência está no comportamento e nas atitudes do rotariano. A coerência significa não perder de vista os motivos que o trouxeram para o Rotary. Com o correr do tempo, muita gente vai se esquecendo por quê entrou no Rotary. Alguns nem mesmo se lembram para que continuam no Rotary. A coerência significa se manter fiel aos princípios e ideais rotários em todos os momentos da vida.
A coerência significa nunca se esquecer da Prova Quádrupla e aplicá-la sempre, em todas as situações.
Manter esses princípios é manter um relacionamento positivo com as pessoas. A cortesia, a educação, a palavra amiga, o trato afetivo, o acolhimento carinhoso, tudo isso faz parte da coerência rotária.
Um companheiro, qualquer que seja a idade, merece ser tratado com carinho, com amor, com afago.
Às vezes, um companheiro mais idoso pode ser até um pouco intransigente. Alguns acham que o Rotary de hoje não é igual ao Rotary de 40 anos atrás, outros dizem que já não se fabricam rotarianos como antigamente, mas é só entender que as pessoas mais idosas são naturalmente mais conservadoras. O idoso vai se sentir bem com a palavra amiga, com a atenção, com o abraço. Manter esse relacionamento cordial é manter a coerência dentro do Rotary.
A confiança, diz James Hunter, autor do livro O Monge e o Executivo, é a cola que une os relacionamentos. Você só pode adquirir confiança se conhecer, e só conhecerá se estiver presente, se freqüentar reuniões, atividades e eventos rotários. Por isso, a freqüência é tão importante. É a freqüência que faz com que uns confiem nos outros. Somente estando presente você estará sendo coerente com os princípios e ideais rotários.
Cabe ao presidente do clube estar vigilante para não deixar prosperar, qualquer sinal de incoerência. A incoerência é a palavra agressiva, sarcástica, desagregadora. Às vezes, de uma simples discordância pode se instalar a incoerência. Os pontos de incoerência precisam ser identificados para serem de pronto corrigidos.
2. FOCO
O Rotary é uma reunião de pessoas focadas.
O rotariano mantém o foco no passado, ao se tornar guardião da história e das tradições rotárias. Ao se lembrar das razões que levaram Paul Harriis a reunir três amigos e fundar o Rotary.
O rotariano mantém o foco no presente, ao ter a consciência plena da grande obra que o Rotary executa no mundo. Ao conhecer e participar das ações de seu clube nas comunidades.
O rotariano mantém o foco no futuro, ao se fixar nas metas e objetivos do Rotary International,
3. CONSCIÊNCIA
O Rotary é uma reunião de pessoas conscientes.
A consciência, no sentido filosófico, é a percepção de que o ser faz parte de um todo, de que não é um isolado, não é um compartimentado, mas que é uno com o planeta, com a vida, com o universo, com Deus, com as pessoas que nos cercam.
Ter consciência em Rotary, é saber que se faz parte de uma grande obra, de uma grande missão. Ter a consciência rotaria, é saber-se uno com o Rotary, com os ideais e a filosofia rotaria, com a missão do Rotary.
Ter a consciência rotaria, significa dizer: Eu sou Rotary! Rotary sou eu! Porque no seu dia a dia, em todos os minutos, o verdadeiro rotariano se confunde com a grande obra.
Ter a consciência rotaria é ter a consciência de que o Rotary está mudando o mundo, está construindo a paz e a compreensão entre homens e nações.
É saber que o simples fato de comparecer a um evento do Rotary, significa estar colaborando para mudar o mundo.
O rotariano consciente conhece as metas e sonhos de seu clube. Está sintonizado com os programas e objetivos de seu presidente. Ele lê o que estiver ao seu alcance para sintonizar com os programas e objetivos do Rotary International e do presidente do RI.
O rotariano consciente, tem uma visão holística do Rotary. Uma visão holística é ver o Rotary no seu conjunto, na plenitude de sua obra. É conhecer Rotary em profundidade.
O rotariano consciente enxerga o Rotary no seu conjunto. Ele conhece em profundidade todo esse trabalho que o Rotary vem fazendo há mais de cem anos no mundo inteiro.
4. VOLUNTARISMO
O Rotary é uma reunião de voluntários.
Voluntários são pessoas que se entregam de corpo e alma a uma causa superior. Os voluntários do Rotary defendem a paz, a harmonia entre homens e nações. Eles enfrentam de peito aberto as maiores dificuldades. Eles nunca desistem, eles abraçam a prestação de serviço de forma desinteressada, com o único objetivo de ajudar o próximo. Por sua livre e espontânea vontade eles querem mudar a vida das crianças, dos doentes, dos idosos, das comunidades. O rotariano voluntário tem o perfil da pessoa solidária, da pessoa que sabe viver harmonicamente em comunidade, que é líder no trabalho, na família, na escola.
Os Voluntários do Rotary muitas vezes deixam de lado seus interesses particulares para trabalhar em favor do próximo. Sacrificam horas de lazer, momentos de repouso, para trabalhar pela comunidade, pelos mais carentes. O voluntário do Rotary doa de seu dinheiro, de sua energia, de seu tempo, para aliviar o sofrimento de quem precisa, para diminuir a miséria, a exploração, a injustiça social.
O Voluntário do Rotary é um paladino do bem contra o mal. Ele está presente nos conflitos, nas catástrofes, nos desastres, nas guerras, na defesa dos mais fracos, dos desprotegidos. O Voluntário do Rotary está vencendo a guerra para eliminar da Terra o terrível vírus da paralisia infantil. Ele emprega todas as suas energias para acabar com a chaga do analfabetismo, com a ignorância funcional. Ele luta contra as drogas, contra a corrupção, contra a violência urbana, contra os acidentes de trânsito, contra as mortes por armas de fogo. O Voluntário do Rotary é um arauto da paz.
Ele faz tudo isso, sem nada cobrar. Sua única recompensa é a satisfação do dever cumprido, seu maior interesse é a alegria de lutar por um mundo melhor. Sua única arma é a do amor incondicional, da compaixão, da doação de si próprio sem olhar a quem,
Os Voluntários do Rotary não têm limites de idade, nem de sexo, nem de cor, nem de classe social. Podem ser aposentados, mas continuam trabalhando em museus, bibliotecas, sítios históricos, hospitais, escolas, em centros de recuperação. Eles trabalham na administração, nas enfermarias, nas salas de aula, com a maior seriedade, como se empregados fossem, com dedicação, com amor, cumprindo inclusive com a carga horária que se comprometeram a dar.
Nas cidades, eles colaboram com o poder público, eles cobram ações administrativas, eles orientam às comunidades no sentido de encaminhar seus pleitos, dirigir um ofício, pedir providências.
Quando necessário, o Voluntário Rotariano sabe fazer pressão contra os desmandos das autoridades, contra a corrupção, contra a inércia e a improbidade administrativa.
Por tudo isso o Voluntário Rotariano é um ser superior. Ele é recebido nos gabinetes das autoridades, dos presidentes das maiores corporações, seja para pedir uma doação, seja para cobrar uma intervenção. Ele entra sempre como vencedor, ele nunca entra como pedinte. Por isso ele fala de igual para igual. Quando ele propõe parceria em algum projeto, ele não está apenas pedindo dinheiro. Ele está propondo um investimento social. Ele tem credibilidade porque não está pedindo em causa própria, mas para uma causa nobre. Ele tem a autoridade moral de quem está ali trabalhando por um mundo melhor.
5. LIDERANÇA
O Rotary é uma reunião de líderes.
Rotarianos foram escolhidos por suas qualidades de liderança, de profissionais, de executivos, de professores, de homens de negócios, de líderes que são nas comunidades.
A liderança é uma qualidade inata que todos trazem dentro de si. É preciso apenas desenvolve-la, praticá-la. O Rotary é o lugar onde se tem as melhores condições de se praticar a liderança. Rotarianos têm oportunidades de desenvolver a liderança em seus clubes, assumindo as funções de presidente de clube, de presidente de comissões, de líderes nas diversas funções. O rotariano pode desenvolver as suas qualidades de orador, usando a tribuna do clube. Ele tem o boletim do clube à sua disposição para desenvolver as qualidades de escritor, para colocar suas mensagens, suas opiniões. Todo rotariano é líder, porque tem condições excelentes para desenvolver essa liderança.
Para tanto, basta que ele proceda como líder, fale como líder, aja como líder. Lide com os problemas da mesma maneira que um líder, tome as atitudes que um líder tomaria em qualquer situação. Viva como vive um líder, pense como pensa um líder. Enfrente a vida tal qual um líder a enfrentaria.
6. TRANSPARÊNCIA
O Rotary é uma reunião de pessoas transparentes.
Outra característica transformadora do rotariano é a transparência, seja como presidente de clube, seja na condução de um projeto. Ninguém é dono do clube, nem de projeto. Tudo em Rotary é transparente. O Rotary não é fechado, ele é antes de tudo, aberto, ele quer mostrar para a sociedade o que faz.
O presidente do Centenário de RI, Glenn Estess, disse que o Rotary não tem nada a esconder. Não tem códigos, nem senhas, nem sinais secretos, tudo em Rotary é aberto e transparente, para ser compartilhado com a humanidade.
O Rotary hoje procura se mostrar, mostrar o que faz, inclusive para aqueles que nos observam, que não são rotarianos. Coloca suas ações no rádio, na televisão, na mídia. O mais importante não é o rotariano pagar à mídia. O mais importante é o rotariano mostrar o que faz. Levar para o seu trabalho, para a sua família, para os seus círculos de amizade a informação de que o Rotary está eliminando a paralisia infantil da face da Terra.
Se uma pessoa lhe perguntar: quem é você, com esse distintivo na lapela? Você prontamente vai responder com orgulho: sou rotariano, eu estou mudando o mundo.
7. PARTICIPAÇÃO
O Rotary é uma reunião de pessoas participativas.
O rotariano participa de todos os eventos rotários, dentro e fora do seu clube. Ele está sempre disponível para o trabalho.
A participação é conseqüência da motivação. O rotariano é um ser participativo e para tanto, ele está permanentemente motivado. Ele conhece, não apenas os detalhes de sua função, mas também as dos companheiros. Ele está sempre motivando para que todos participem com interesse das atividades e dos programas do Rotary. Que não apenas participem, mas que sugiram programas, tragam idéias novas, tragam propostas diferentes, até para mudar a rotina das plenárias rotarias, O rotariano busca sempre meios de que os companheiros, na sua totalidade se envolvam nas atividades do clube.
8. TRABALHO EM EQUIPE
O Rotary é uma reunião de pessoas que trabalham em equipe.
O Rotary é diferente de qualquer outra agremiação de pessoas, porque aqui elas trabalham em equipe, sob a liderança maior do presidente do clube. No trabalho de equipe, o presidente delega e cada um executa a sua função, com dedicação e seriedade. O presidente instrui, supre os meios, avalia e premia, são etapas da delegação. O presidente é o motor que impulsiona os trabalhos das equipes. Essa é a oitava e talvez a mais importante característica transformadora do rotariano.
* Alberto Bittencourt
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