Captar recursos é uma expressão do economês que quer dizer, simplesmente, pedir dinheiro a quem tem para doar a quem tem pouco, ou nada. Não é difícil imaginar quão árdua é esta tarefa. Até porque, segundo uma pesquisa mundial feita em 156 países pela Charity Aid Foundation, 45% das pessoas já ajudaram um estranho na rua pedindo esmola, enquanto 30% da população já doaram para uma ONG e 20% já foram voluntários. Para tentar amarrar as políticas existentes no setor de captação de recursos já existe um Congresso Internacional de Captação de Recursos, que este ano aconteceu na Holanda.
Lucimara Letelier, de 33 anos, foi a única brasileira convidada para palestrar no encontro. Diretora da consultoria Management Center, que decidiu abrir depois de trabalhar na ONG ActionAid - “Muito séria na captação de recursos” - Lucimara conversou com o Razão Social durante mais de uma hora quando voltou do Congresso na Holanda. Abaixo, os principais tópicos abordados.
“Quando se trabalha com a classe alta, o apelo tem que ser assistencialista, mas na classe média está surgindo o doador que tem o perfil de investidor. Ele sabe que não tem retorno financeiro, mas a ideia é de investir num mundo melhor”
Sobre o Congresso
O grande foco do Congresso foram as fundações e as pessoas físicas, mas houve muita discussão sobre captação em empresas. Algumas pesquisas globais mostraram uma queda de 34% do aporte feito pelas empresas dos Estados Unidos e Europa em ONGs, de 2008 para cá. Isso se explica facilmente pela crise econômica mundial. A pesquisa trouxe também indicadores muito fortes sobre os caminhos que as empresas escolheram para apoiar: elas investem mais em projetos onde não precisam pôr dinheiro, em parcerias, equipamentos, voluntariado, serviços. Enfim, outras ações. É como se elas dissessem: “Nós não vamos parar de participar, mas vamos participar de outra forma”.
Uma outra decisão que as empresas tomaram foi avaliar se aquilo que estão fazendo na área da filantropia está realmente tendo impacto junto ao consumidor, já que o consumidor de hoje é extremamente globalizado.
Sobre a posição do Brasil na filantropia
Percebemos lá no Congresso que os brasileiros têm mais debates sobre filantropia por um motivo muito simples: nós convivemos com desigualdade e pobreza no mesmo lugar onde convivemos com uma economia forte. Os países ricos lidam com essa questão de desigualdade social de maneira distante. Nós temos muito para ensinar, mas assim mesmo a América Latina não aparece nos estudos globais, por falta de dados. Por exemplo: marketing de causa (quando há uma ação filantrópica associada a uma causa social porém com benefício direto ligado ao negócio). Nos Estados Unidos e Europa é uma coisa que está ficando de lado, enquanto no Brasil a tendência está em alta.
Pesquisa global
Foi apresentada lá no Congresso também uma pesquisa feita pela empresa Blackboud, que trouxe quatro tendências sobre a mobilização de recursos. A pesquisa envolveu 56 países e não envolveu o Brasil porque, segundo eles, não encontraram dados aqui para serem pesquisados. A primeira coisa que ficou clara é que já existe uma profissionalização maior de quem capta recursos. Em segundo lugar, ficou claro também que os doadores estão muito mais alertas: a pessoa que vai doar quer saber para quem vai doar, o que vai ser feito com aquele dinheiro. Outra tendência forte é que a captação de recursos hoje está sendo feita, majoritariamente, via online. Não pode ser mais aquela cartinha.
Sobre mídias sociais
Essa foi uma questão bastante decidida no Congresso porque é um potencial. Foi feita uma pesquisa que se chama ebenchmarking studies, que mostra que, por enquanto, esses canais ainda não são um meio de visibilidade. Não são efetivos em termos de gerar montantes de dinheiro, mas as ONGs começaram a encorajar doadores para usá-los. Uma grande camada de jovens, sobretudo na Ásia, Índia e China, está descobrindo a possibilidade de fazer filantropia. O WWF fez um aplicativo que está sendo muito usado. Não é tax message (quando a pessoa pode usar o celular para fazer uma doação via SMS, por exemplo). O aplicativo tem um tempo no celular e vai contando a vida de quem precisa da doação. Ainda por cima é viral, porque é possível mostrar para outras pessoas. Até realidade aumentada está sendo usada para trazer os jovens para essa cultura. Eu acho difícil, mas já há exemplos na Tailândia e Nova Zelândia, mostrando que alguns jovens estão indo para a rua. Lembra um pouco gincana de cidade do interior, mas eles conseguiram arrecadar até US$ 2 milhões.
Houve ainda, lá no Congresso, uma discussão sobre Facebook. Hoje, só dois países — Canadá e Estados Unidos — podem fazer doação direta via Facebook.
Panorama das doações no Brasil
Antes, no Brasil, tínhamos só a reclamação da falta de cultura de doação, mas não tínhamos pessoas com recursos. Hoje é diferente. A grande tendência com relação ao doador brasileiro é que a classe média cresceu 21% e, com isso, cresce também a massa de pessoas que aumentaram seu poder de consumo. É natural que este movimento faça aumentar também o volume de doações. Até porque o brasileiro é um povo solidário. Essas pessoas têm recursos e as ONGs estão mais bem profissionalizadas para trabalharem a doação. A demanda e a oferta estão mais equilibradas. Quando se olha para pesquisas, o Brasil doa pouco. Mas, quando se olha para quanto se está caminhando e para o perfil dos doadores, a gente vê que vai crescer muito.
Perfil do doador brasileiro
O perfil deste novo doador, da classe C emergente, é o de pessoas que conhecem melhor a realidade do que precisa ser transformado, porque elas passaram por situações de pobreza também, portanto estão mais conectadas com a falta de direitos. A classe média alta está mais distanciada disso porque tem mais privilégios. Por causa disso, nós que trabalhamos com captação de recursos estamos mais otimistas: estamos vendo mais possibilidades de mudança de consciência. A diferença é: quando se trabalha com a classe alta, o apelo tem que ser assistencialista. Já na classe média está surgindo o doador mais com o perfil de investidor do que nunca. Não tem retorno, mas a ideia é de investimento num mundo melhor, mesmo. O globalgiving, por exemplo, criado em 2002, já arrecadou US$ 120 mil. É muita gente, a cada dez segundos há uma doação. E ele acabou criando uma tendência.
Pesquisa mundial sobre doadores
A Charity Aid Foundation fez uma pesquisa interessante envolvendo, segundo eles, 95% da população global. Foram feitas três perguntas para pessoas em 156 países do mundo todo: “Você já ajudou alguma ONG?”; “Você já foi voluntário”?; “Você já ajudou algum estranho?”. O resultado é que ainda é a maioria que ajuda estranhos na rua. 30% da população já doaram para ONGs; 20% já foram voluntários e 45% já ajudaram um estranho. Este resultado levantou discussão entre ONGs. O que acontece é que a questão emocional pesa muito e as ONGs acabam perdendo o senso de urgência, já que existe uma pessoa na frente para ajudar. A pessoa vai comer com o dinheiro que acabou de ganhar, enquanto a ONG funciona como uma espécie de terceirização da doação.
Brasil e Índia
O país que mais se assemelha ao Brasil, em termos de doações, é a Índia. Lá, a classe alta é muito rica, a classe pobre é muito pobre e há uma classe média crescendo. Na Índia já existem ONGs muito profissionais — são 3,3 milhões delas, enquanto nos Estados Unidos há 1,3 milhão e no Brasil há 400 mil.
A questão dos ricos
Uma coisa muito discutida lá no Congresso foi o fato de que o movimento que o Bill Gates está fazendo, chamado The Pledge Giving (givingpledge. org) não deu certo na China. A conclusão é que os países emergentes que têm riqueza também têm uma cultura de filantropia. Mas não existe uma cultura profissionalizada de doações. Nós, dos países emergentes, não sabemos manter este doador. Para eles, a Índia, a China e o Brasil vão caminhar para uma filantropia muito parecida.
A filantropia e o preconceito
Aqui no Brasil a filantropia passou a ser encarada como pilantropia porque houve muita corrupção no sistema. Temos ainda que adjetivar a filantropia para conseguir aceitá-la. Mas em outros lugares também houve isso, houve a questão da corrupção, e as pessoas não ficaram com esta percepção tão arraigada. O problema do nosso país é que não temos o mecanismo do outro lado, que fortalece os bons modelos. Agora temos o Gife (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas) e outros institutos, organismos sem fins lucrativos que divulgam positivamente as atitudes filantrópicas, para que a sociedade apoie e o governo também.
As escolhas das causas
O governo precisa criar incentivos e modelos que apoiem aquilo que a sociedade precisa como um todo. Isso evita que um indivíduo doador escolha a causa por conta de seu próprio interesse, não o da sociedade. Se o doador escolher, por exemplo, a causa da educação porque para ele é importante, mas o governo já resolveu a questão da educação, isso vai ajudar as pessoas, a humanidade, ou a ele próprio?
O que falta para uma real mudança
Falta união entre as ONGs, elas precisam advogar em sua própria causa, se unir, manifestar o tipo de impacto que tem. Na área das fundações, a grande tendência é o filantrocapitalismo, que é tratar as doações como investimento. Isso é uma tendência, que muda a maneira de captar.
(Fonte: Texto – Amelia Gonzalez - Razão Social, O Globo, 16/11/10)
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Reforço das prioridades e metas estratégicas
Em sua reunião de novembro, o Conselho Diretor aprovou várias recomendações para reforçar as prioridades e metas do Plano Estratégico do RI.
Estas medidas (veja abaixo) visam manter o vigor do Rotary e torná-lo atraente para associados atuais e também para os jovens.
“Depois de discutir assuntos estratégicos durante uma semana, o Conselho Diretor chegou a um consenso com relação a vários assuntos estratégicos, o que é um avanço muito grande”, disse o presidente Ray Klinginsmith.
O Conselho Diretor concordou em:
• Emendar a norma relativa a opções de reuniões, frequência a reuniões e baixa de associados, visando oferecer maior flexibilidade aos clubes e fortalecê-los. Estas mudanças exigem aprovação da revisão dos Estatutos do RI e dos Estatutos Prescritos para o Rotary Club pelo Conselho de Legislação de 2013.
• Financiar US$4 milhões em Subsídios para Relações Públicas todo ano, por pelo menos três anos, a partir de 2011-12, visando a promoção da imagem pública da organização.
• Apoiar a criação de uma Menção do Rotary a contar de 2012-13 em substituição à atual Menção Presidencial. A nova menção será embasada no alcance de metas pré-determinadas alinhadas com os planos e direcionamento estratégico do RI e dos clubes.
• Inserir os programas do RI em um modelo de “recurso e apoio” para ajudar clubes e distritos em seus serviços humanitários, e também para promover a prioridade estratégica de aumentar a capacidade do Rotary de prestar serviços.
• Substituir a declaração da Visão do RI por uma declaração de seu valor escrita de forma contemporânea e expressando melhor o que o Rotary é e faz.
• Empreender quatro novos programas pilotos — Associado Adjunto, Associado Corporativo, Clube Satélite, Rotary Club Inovador e Flexível — a partir de 1° de julho para aumentar o recrutamento e a diversidade do quadro associativo. Duzentos clubes participarão de cada um desses pilotos, que terão duração de três anos.
• Incentivar distritos com mais de 100 clubes e 4.000 associados a se dividir em dois ou três novos distritos a partir de 1° de julho de 2012.
Muitas das mudanças foram sugeridas pela Comissão de Planejamento Estratégico, com o objetivo de engajar o quadro associativo de forma que seja mais atuante.
“O Rotary deve mudar sua cultura de clubes com ênfase em frequência a reuniões para clubes engajados”, afirma o diretor do RI Stuart B. Heal, presidente da Comissão de Planejamento Estratégico. “Na próxima década, temos que abraçar esta nova cultura para continuarmos sendo inovadores.”
Klinginsmith acrescenta: “Esta foi uma semana histórica para o Rotary.”
Estas medidas (veja abaixo) visam manter o vigor do Rotary e torná-lo atraente para associados atuais e também para os jovens.
“Depois de discutir assuntos estratégicos durante uma semana, o Conselho Diretor chegou a um consenso com relação a vários assuntos estratégicos, o que é um avanço muito grande”, disse o presidente Ray Klinginsmith.
O Conselho Diretor concordou em:
• Emendar a norma relativa a opções de reuniões, frequência a reuniões e baixa de associados, visando oferecer maior flexibilidade aos clubes e fortalecê-los. Estas mudanças exigem aprovação da revisão dos Estatutos do RI e dos Estatutos Prescritos para o Rotary Club pelo Conselho de Legislação de 2013.
• Financiar US$4 milhões em Subsídios para Relações Públicas todo ano, por pelo menos três anos, a partir de 2011-12, visando a promoção da imagem pública da organização.
• Apoiar a criação de uma Menção do Rotary a contar de 2012-13 em substituição à atual Menção Presidencial. A nova menção será embasada no alcance de metas pré-determinadas alinhadas com os planos e direcionamento estratégico do RI e dos clubes.
• Inserir os programas do RI em um modelo de “recurso e apoio” para ajudar clubes e distritos em seus serviços humanitários, e também para promover a prioridade estratégica de aumentar a capacidade do Rotary de prestar serviços.
• Substituir a declaração da Visão do RI por uma declaração de seu valor escrita de forma contemporânea e expressando melhor o que o Rotary é e faz.
• Empreender quatro novos programas pilotos — Associado Adjunto, Associado Corporativo, Clube Satélite, Rotary Club Inovador e Flexível — a partir de 1° de julho para aumentar o recrutamento e a diversidade do quadro associativo. Duzentos clubes participarão de cada um desses pilotos, que terão duração de três anos.
• Incentivar distritos com mais de 100 clubes e 4.000 associados a se dividir em dois ou três novos distritos a partir de 1° de julho de 2012.
Muitas das mudanças foram sugeridas pela Comissão de Planejamento Estratégico, com o objetivo de engajar o quadro associativo de forma que seja mais atuante.
“O Rotary deve mudar sua cultura de clubes com ênfase em frequência a reuniões para clubes engajados”, afirma o diretor do RI Stuart B. Heal, presidente da Comissão de Planejamento Estratégico. “Na próxima década, temos que abraçar esta nova cultura para continuarmos sendo inovadores.”
Klinginsmith acrescenta: “Esta foi uma semana histórica para o Rotary.”
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Rotary cria fundo de emergência contra a pólio no Congo
Notícias de RI
Em resposta à recente erupcão do vírus selvagem da poliomelite no Congo, o Rotary está providenciando um total de US$500,000 em subsídios de emergência para a UNICEF e à Organização Mundial da Saúde (OMS). O montante será utilizado no país para custear campanhas de imunização contra a pólio que tem como objetivo fazer do Congo, mais uma vez, um território livre da doença.
De acordo com a OMS, no mínimo três campanhas de vacinação nacional já estão com data marcada e também uma campanha entre nações está sendo orquestrada para proteger as fronteiras dos países vizinhos, agora considerados em risco. Este procedimento é considerado crucial, uma vez que o corrente problema no Congo se deve à importação do vírus de outra região (sequências genéticas mostram que o vírus é originário da Índia e relacionado ao que está circulando em Angola). O último caso de pólio nativa no Congo que se tem notícia ocorreu em 2000. Os seguintes países da área central da África tem casos atuais de contaminação pelo vírus: Angola, Congo e República do Congo.
Brasil
Segundo o diretor do Rotary International, Antonio Hallage, “a área do Congo vítima inicial do surto esteve isolada do resto do país por muitos anos devido à insegurança e movimentos rebeldes. Consequentemente ela acumulou uma grande quantidade de pessoas não vacinadas e suscetiveís ao vírus, especialmente adultos que na época da situação de insegurança eram crianças. Devido à isolação relativa a que estavam expostos, eles não foram nem vacinados, nem expostos ao vírus selvagem da pólio, ficando extremamente vulneráveis”. “A pólio tem maiores índices de mortalidade em adultos do que em crianças em grande parte porque neles há um maior envolvimento da musculatura utilizada na respiração”, ressalta o rotariano brasileiro ao citar informações de especialistas.
“As erupções de pólio salientam a vulnerabilidade do mundo em relação a doenças infecciosas”, diz Dr. Robert Scott, presidente do Comitê Internacional PolioPlus do Rotary. “A disseminação reenforça o fato de que ‘controlar’ a pólio não é uma opção e que só o sucesso na erradicação poderá manter as próximas gerações livres da doença.”
A proliferação de casos importados de uma doença não são incomuns quando se tenta a erradicação da mesma. Eles só reforçam quão crítica é a necessidade de parar a transmissão da doença nos países polio endêmicos: Afeganistão, Paquistão, Nígeria e Índia.
“Nossa experiência mostra que é possível parar o contágio. Isto foi feito antes e pode se repetir. E agora ainda temos novas ferramentas à mão, diz Scott. “Uma resposta rápida, de larga escala e de boa qualidade na imunização juntamente com forte vigilância são absolutamente essenciais.”
Nos últimos 5 anos, houve uma contribuição de US$ 4 milhões por parte de rotarianos brasileiros para a campanha de erradicação da pólio. A rede de voluntários do Rotary faz parte da campanha global para eliminação da pólio em todo o mundo. Desde seu lançamento em 1988, a Iniciativa Global de Erradicação da Pólio — formada pela Organização Mundial da Saúde, Rotary International, Centro Norte-Americano de Controle e Prevenção de Doenças e Unicef — conseguiu reduzir a incidência da doença em 99%. Na época, mais de 125 países eram endêmicos e mais de 350.000 crianças contraíam poliomielite paralítica anualmente.
Pólio
A poliomielite, doença deformadora e por vezes fatal, ainda ameaça crianças em partes da África, Ásia e Oriente Médio. O vírus da pólio invade o sistema nervoso e pode causar paralisia em questão de horas, em qualquer pessoa, mas principalmente em crianças menores de cinco anos.
Rotarianos
Além de captar recursos de terceiros, mais de um milhão de rotarianos doaram tempo e recursos pessoais para vacinar quase 2 bilhões de crianças durante Dias Nacionais de Imunização em todo o mundo. Os rotarianos preparam e distribuem diferentes instrumentos de comunicação em massa para atingir pessoas isoladas em decorrência de conflito civil, situação geográfica ou condição social. Eles também recrutam voluntários, ajudam a transportar e aplicar a vacina, e fornecem o apoio logístico necessário.
Rotary International
Rotary International é uma das maiores organizações de serviço humanitário sem fins lucrativos do mundo. É feita de 1.2 milhões de líderes professionais e empreendedores em mais de 200 países e regiões geográficas. Além da erradicação da pólio, seus membros iniciam projetos comunitários em muitas das grandes questões atuais, tais como água, educação, saúde, fome e meio ambiente.
Para acessar mais informações visite: www.rotary.org/endpolio or http://www.polioeradication.org/. Fotos e Vídeos disponíveis em www.thenewsmarket.com/rotaryinternational
Em resposta à recente erupcão do vírus selvagem da poliomelite no Congo, o Rotary está providenciando um total de US$500,000 em subsídios de emergência para a UNICEF e à Organização Mundial da Saúde (OMS). O montante será utilizado no país para custear campanhas de imunização contra a pólio que tem como objetivo fazer do Congo, mais uma vez, um território livre da doença.
De acordo com a OMS, no mínimo três campanhas de vacinação nacional já estão com data marcada e também uma campanha entre nações está sendo orquestrada para proteger as fronteiras dos países vizinhos, agora considerados em risco. Este procedimento é considerado crucial, uma vez que o corrente problema no Congo se deve à importação do vírus de outra região (sequências genéticas mostram que o vírus é originário da Índia e relacionado ao que está circulando em Angola). O último caso de pólio nativa no Congo que se tem notícia ocorreu em 2000. Os seguintes países da área central da África tem casos atuais de contaminação pelo vírus: Angola, Congo e República do Congo.
Brasil
Segundo o diretor do Rotary International, Antonio Hallage, “a área do Congo vítima inicial do surto esteve isolada do resto do país por muitos anos devido à insegurança e movimentos rebeldes. Consequentemente ela acumulou uma grande quantidade de pessoas não vacinadas e suscetiveís ao vírus, especialmente adultos que na época da situação de insegurança eram crianças. Devido à isolação relativa a que estavam expostos, eles não foram nem vacinados, nem expostos ao vírus selvagem da pólio, ficando extremamente vulneráveis”. “A pólio tem maiores índices de mortalidade em adultos do que em crianças em grande parte porque neles há um maior envolvimento da musculatura utilizada na respiração”, ressalta o rotariano brasileiro ao citar informações de especialistas.
“As erupções de pólio salientam a vulnerabilidade do mundo em relação a doenças infecciosas”, diz Dr. Robert Scott, presidente do Comitê Internacional PolioPlus do Rotary. “A disseminação reenforça o fato de que ‘controlar’ a pólio não é uma opção e que só o sucesso na erradicação poderá manter as próximas gerações livres da doença.”
A proliferação de casos importados de uma doença não são incomuns quando se tenta a erradicação da mesma. Eles só reforçam quão crítica é a necessidade de parar a transmissão da doença nos países polio endêmicos: Afeganistão, Paquistão, Nígeria e Índia.
“Nossa experiência mostra que é possível parar o contágio. Isto foi feito antes e pode se repetir. E agora ainda temos novas ferramentas à mão, diz Scott. “Uma resposta rápida, de larga escala e de boa qualidade na imunização juntamente com forte vigilância são absolutamente essenciais.”
Nos últimos 5 anos, houve uma contribuição de US$ 4 milhões por parte de rotarianos brasileiros para a campanha de erradicação da pólio. A rede de voluntários do Rotary faz parte da campanha global para eliminação da pólio em todo o mundo. Desde seu lançamento em 1988, a Iniciativa Global de Erradicação da Pólio — formada pela Organização Mundial da Saúde, Rotary International, Centro Norte-Americano de Controle e Prevenção de Doenças e Unicef — conseguiu reduzir a incidência da doença em 99%. Na época, mais de 125 países eram endêmicos e mais de 350.000 crianças contraíam poliomielite paralítica anualmente.
Pólio
A poliomielite, doença deformadora e por vezes fatal, ainda ameaça crianças em partes da África, Ásia e Oriente Médio. O vírus da pólio invade o sistema nervoso e pode causar paralisia em questão de horas, em qualquer pessoa, mas principalmente em crianças menores de cinco anos.
Rotarianos
Além de captar recursos de terceiros, mais de um milhão de rotarianos doaram tempo e recursos pessoais para vacinar quase 2 bilhões de crianças durante Dias Nacionais de Imunização em todo o mundo. Os rotarianos preparam e distribuem diferentes instrumentos de comunicação em massa para atingir pessoas isoladas em decorrência de conflito civil, situação geográfica ou condição social. Eles também recrutam voluntários, ajudam a transportar e aplicar a vacina, e fornecem o apoio logístico necessário.
Rotary International
Rotary International é uma das maiores organizações de serviço humanitário sem fins lucrativos do mundo. É feita de 1.2 milhões de líderes professionais e empreendedores em mais de 200 países e regiões geográficas. Além da erradicação da pólio, seus membros iniciam projetos comunitários em muitas das grandes questões atuais, tais como água, educação, saúde, fome e meio ambiente.
Para acessar mais informações visite: www.rotary.org/endpolio or http://www.polioeradication.org/. Fotos e Vídeos disponíveis em www.thenewsmarket.com/rotaryinternational
Natal: momento de reflexão
"Natal não é um momento nem uma temporada, mas um estado de espírito. Para valorizar a paz e a boa vontade, para estar pleno de misericórdia, isto é estar imbuído do verdadeiro espírito de Natal." - Calvin Coolidge
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Nota de falecimento - Alberto Gentile Filho
É com grande pesar e tristeza que comunicamos o falecimento do companheiro ALBERTO GENTILE FILHO.Gentile, como era conhecido, morava em Itaipuaçu, Maricá, e era associado do RC Maricá Itaipuaçu. Há alguns anos mudou-se para a cidade do Rio, para ficar mais próximo do hospital onde cuidava da sua saúde. Tornou-se associado do RC Rio de Janeiro Leblon e estava em pleno exercício da presidência quando veio a falecer.
Deixa Fernanda, sua esposa, e familiares, com quem compartilhamos a dor da perda desse nosso companheiro jornalista.
Programa de Ajuda Humanitária Psicológica - PAHP
RC Barueri Alphaville, www.rotaryalphaville.com.br
Pessoas que passaram por catastrófes geralmente desenvolvem a Sindrome Pós-Traumática que causa problemas que vão do alcoolismo até a depressão. O PAHP trabalha com estas pessoas visando o restabelecimento da normalidade e evitando o aparecimento dos disturbios comuns a Sindrome Pós-Traumatica. este programa patrocinado pelos Rotary Clubes Baruei-Alphaville e Butantã já levou atendimento a atingidos por catastrófes no Maranhão, Santana de Parnaiba, Niteroi, Blumenau e Guaraciaba.
Este trabalho foi recentemente reconhecido no segundo Congresso IBA (Congresso Iberoamericano de EMDR e Psicotrauma) com o Prêmio John Hartung. Estavam presentes no Congresso além do Brasil, Equador, ,Portugal, França, Chile ,Colombia ,Panama, Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Espanha, Alemanha, México, Costa Rica, Guatemala e Peru.

"Prêmio John Hartung" recebido pelo Programa de Ajuda Humanitária Psicológica (PAHP) de Santa Catarina - Blumenau, no Congresso Iberoamericano de EMDR, realizado no Equador em 30 de outubro de 2010. Ao centro, Dra. Ana Maria Fonseca Zampieri, coordenadora do projeto.
Pessoas que passaram por catastrófes geralmente desenvolvem a Sindrome Pós-Traumática que causa problemas que vão do alcoolismo até a depressão. O PAHP trabalha com estas pessoas visando o restabelecimento da normalidade e evitando o aparecimento dos disturbios comuns a Sindrome Pós-Traumatica. este programa patrocinado pelos Rotary Clubes Baruei-Alphaville e Butantã já levou atendimento a atingidos por catastrófes no Maranhão, Santana de Parnaiba, Niteroi, Blumenau e Guaraciaba.
Este trabalho foi recentemente reconhecido no segundo Congresso IBA (Congresso Iberoamericano de EMDR e Psicotrauma) com o Prêmio John Hartung. Estavam presentes no Congresso além do Brasil, Equador, ,Portugal, França, Chile ,Colombia ,Panama, Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Espanha, Alemanha, México, Costa Rica, Guatemala e Peru.

"Prêmio John Hartung" recebido pelo Programa de Ajuda Humanitária Psicológica (PAHP) de Santa Catarina - Blumenau, no Congresso Iberoamericano de EMDR, realizado no Equador em 30 de outubro de 2010. Ao centro, Dra. Ana Maria Fonseca Zampieri, coordenadora do projeto.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Lançamento do GnR - Guia de Negócios para Rotarianos
Companheiros e Companheiras Rotarianos,
Há cerca de três meses, enviei uma mensagem a vocês para verificar o interesse em termos um guia eletrônico onde cada rotariano pudesse gratuitamente divulgar o seu negócio ou seus serviços profissionais para a comunidade rotariana brasileira independente do distrito ou do clube de filiação.
O número de interessados foi grande o suficiente para justificar o investimento de tempo no desenvolvimento de um guia profissional com recursos que permitissem a cada um gerar e administrar sua própria página de negócios.
Para minha surpresa, recebi, também, várias solicitações de Portugal para que o guia permitisse a inclusão de companheiros portugueses interessados em divulgar seus negócios por aqui.
Diante disso, passei a trabalhar no desenvolvimento do GnR - Guia de Negócios para Rotarianos que acaba de nascer.
O endereço definitivo do GnR é www.gnr.net.br
Lá, vocês encontrarão as informações necessárias para cadastro, criação da página de negócios e publicação das últimas notícias do seu empreendimento.
Nessa fase inicial de uso, apesar dos testes realizados, é muito provável que apareçam problemas funcionais. Se isso ocorrer com você, por favor, me reporte o erro através do Fale Conosco ou pelo e-mail: gnr@pexec.com.br.
Aproveite o aquecimento da economia nesse final de ano e mostre, o quanto antes, o que você e a sua empresa tem a oferecer para a comunidade rotariana do Brasil e de Portugal
Solicito ajuda a cada membro do Geroi na divulgação desse guia junto aos companheiros do seu clube.
Quanto mais empresas estiverem inseridas no GnR, mais utilidade terá o guia para aqueles que o consultarem buscando por algum produto ou serviço.
Vamos tornar o GnR o nosso mercado virtual, onde rotarianos possam fazer negócios com outros rotarianos.
Toda sugestão que ajude a melhorar o GnR será muito bem vinda.
Desfrute do GnR e Bons Negócios!
Saudações Rotárias,
João Matos
presidente 2010-2011
RC São Paulo - Mandaqui
Distrito 4430
Há cerca de três meses, enviei uma mensagem a vocês para verificar o interesse em termos um guia eletrônico onde cada rotariano pudesse gratuitamente divulgar o seu negócio ou seus serviços profissionais para a comunidade rotariana brasileira independente do distrito ou do clube de filiação.
O número de interessados foi grande o suficiente para justificar o investimento de tempo no desenvolvimento de um guia profissional com recursos que permitissem a cada um gerar e administrar sua própria página de negócios.
Para minha surpresa, recebi, também, várias solicitações de Portugal para que o guia permitisse a inclusão de companheiros portugueses interessados em divulgar seus negócios por aqui.
Diante disso, passei a trabalhar no desenvolvimento do GnR - Guia de Negócios para Rotarianos que acaba de nascer.
O endereço definitivo do GnR é www.gnr.net.br
Lá, vocês encontrarão as informações necessárias para cadastro, criação da página de negócios e publicação das últimas notícias do seu empreendimento.
Nessa fase inicial de uso, apesar dos testes realizados, é muito provável que apareçam problemas funcionais. Se isso ocorrer com você, por favor, me reporte o erro através do Fale Conosco ou pelo e-mail: gnr@pexec.com.br.
Aproveite o aquecimento da economia nesse final de ano e mostre, o quanto antes, o que você e a sua empresa tem a oferecer para a comunidade rotariana do Brasil e de Portugal
Solicito ajuda a cada membro do Geroi na divulgação desse guia junto aos companheiros do seu clube.
Quanto mais empresas estiverem inseridas no GnR, mais utilidade terá o guia para aqueles que o consultarem buscando por algum produto ou serviço.
Vamos tornar o GnR o nosso mercado virtual, onde rotarianos possam fazer negócios com outros rotarianos.
Toda sugestão que ajude a melhorar o GnR será muito bem vinda.
Desfrute do GnR e Bons Negócios!
Saudações Rotárias,
João Matos
presidente 2010-2011
RC São Paulo - Mandaqui
Distrito 4430
sábado, 4 de dezembro de 2010
Seminário de Imagem Pública traz Fernando Quintella a Niterói
Realizou-se hoje pela manhã o Seminário Distrital de Imagem Pública do Rotary na Casa da Amizade de Niterói. O evento teve início com uma explanação sobre o “Planejamento Estratégico - Desenvolvimento de Rotary e Imagem Pública”, feita pelo EGD Waldenir de Bragança, Coordenador Distrital de Imagem Pública do Rotary e coordenador geral do Seminário, e como participante ilustre e palestrante especial o EGD Fernando Antônio Quintella Ribeiro, do Distrito 4720, e Coordenador Zonal de Imagem Pública do RI, que abordou o tema “Imagem Pública e as Novas Tecnologias”.
Quintella iniciou sua apresentação com a seguinte reflexão: “Uma pessoa ou um milhão de pessoas, não importa. Mostrar quem somos, o que fizemos, fazemos ou faremos é essencial para que a sociedade perceba-nos, valorize-nos e junte-se a nós no ideal de servir.” Relacionou as responsabilidades de clubes e distritos, além de oportunidades de divulgação da marca de Rotary, por meio do uso de pin na vestimenta e de adesivo no carro. Mostrou o resultado de pesquisas de opinião feitas com a sociedade não rotária e com a imprensa e o uso correto de todas as ferramentas de comunicação social disponíveis. Alertou os presentes para o novo mundo na comunicação, com a utilização de novas tecnologias que se atualizam diariamente, e a responsabilidade do redator, na mesma proporção.
Fez, ainda, uma demonstração utilizando o Skype, uma das feramentas disponbilizadas na Internet, como o Twitter, Facebook, Orkut e Youtube. Finalizou sua fala mostrando fotografias de projeções da logomarda da campanha “Erradiquemos a Pólio” feitas sobre monumentos históricos de todo o mundo e o resultado obtido.
Quintella iniciou sua apresentação com a seguinte reflexão: “Uma pessoa ou um milhão de pessoas, não importa. Mostrar quem somos, o que fizemos, fazemos ou faremos é essencial para que a sociedade perceba-nos, valorize-nos e junte-se a nós no ideal de servir.” Relacionou as responsabilidades de clubes e distritos, além de oportunidades de divulgação da marca de Rotary, por meio do uso de pin na vestimenta e de adesivo no carro. Mostrou o resultado de pesquisas de opinião feitas com a sociedade não rotária e com a imprensa e o uso correto de todas as ferramentas de comunicação social disponíveis. Alertou os presentes para o novo mundo na comunicação, com a utilização de novas tecnologias que se atualizam diariamente, e a responsabilidade do redator, na mesma proporção.
Fez, ainda, uma demonstração utilizando o Skype, uma das feramentas disponbilizadas na Internet, como o Twitter, Facebook, Orkut e Youtube. Finalizou sua fala mostrando fotografias de projeções da logomarda da campanha “Erradiquemos a Pólio” feitas sobre monumentos históricos de todo o mundo e o resultado obtido.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Rotaract Magé convida…
Companheiros,
Para finalizarmos mais um ano de muito trabalho e dedicação, o Rotaract Magé estará Realizando a sua Tradicional Festa de Confraternização. E é claro que nada melhor do que termos os Clubes do Distrito, os nossos amigos e também os clubes dos Distritos vizinhos aqui com a gente marcando presença!
Data: 11/12/10
Horário: 13h
Local: Vila Olímpia – Guapimimirim (Casa do ex Rotaractiano Helio Henrique)
Valor: 20,00 (alimentação e bebida incluída)
Como vocês sabem, os nossos associados adoram uma festa, por isso, a diversão por aqui será garantida! Reservem o bom humor e a disposição!
Obs.: Traga um presentinho unissex, baratinho, pra participar do nosso DIVERTIDÍSSIMO rouba presentes.
Favor confirmar presença até o dia 09/12/10 pelo email do clube rotaractmage@hotmail.com .
Contatos para eventuais dúvidas:
Paulinha:
Tel.: (21) 8841-1292
E-mail: amaral_paula@yahoo.com.br
MSN: paulinhaamaral_@hotmail.com
Lucas Lima:
Tel.: (21) 8754-5255
E-mail: lucasgramas@hotmail.com
Para finalizarmos mais um ano de muito trabalho e dedicação, o Rotaract Magé estará Realizando a sua Tradicional Festa de Confraternização. E é claro que nada melhor do que termos os Clubes do Distrito, os nossos amigos e também os clubes dos Distritos vizinhos aqui com a gente marcando presença!
Data: 11/12/10
Horário: 13h
Local: Vila Olímpia – Guapimimirim (Casa do ex Rotaractiano Helio Henrique)
Valor: 20,00 (alimentação e bebida incluída)
Como vocês sabem, os nossos associados adoram uma festa, por isso, a diversão por aqui será garantida! Reservem o bom humor e a disposição!
Obs.: Traga um presentinho unissex, baratinho, pra participar do nosso DIVERTIDÍSSIMO rouba presentes.
Favor confirmar presença até o dia 09/12/10 pelo email do clube rotaractmage@hotmail.com .
Contatos para eventuais dúvidas:
Paulinha:
Tel.: (21) 8841-1292
E-mail: amaral_paula@yahoo.com.br
MSN: paulinhaamaral_@hotmail.com
Lucas Lima:
Tel.: (21) 8754-5255
E-mail: lucasgramas@hotmail.com
Aviso de RI
O Rotary International avisa que nos dias 4 e 5 de dezembro seu website passará por manutenção, estando indisponível nos dias mencionados. No dia 6 de dezembro voltará ao funcionamento normal.
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